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O BALÃO DE GERALDO MIGUEL - POR GIOVANI DA COSTA
Na calçada da bodega de Luiz Gonçalves da Costa ( Luiz Bastião), no Sanharol, era ponto de encontro de amigos todos os dias à "boca da noite.
Zé de Martim era o primeiro que chegava trazendo um fecho de lenha e varas para fazer um fogo no terreiro. Aos poucos iam chegando, meu pai Antônio Leandro, Tomazinho, vinha morador do sítio Canto e também do sítio Chico.
Geraldo Miguel era um homem de pouco estudo, mas muito inteligente. Consertava rádio e também era pedreiro.
Um dia nesta roda de amigos um dos presentes falou em balão, dizendo que tinha vontade de ver um balão no ar.
De pronto Geraldo Miguel disse que sabia fazer e que iria trabalhar na confecção de um balão e iria soltar naquele terreiro.
Passou seis meses trabalhando e comprando o material do balão.
Quando anunciou que o seu balão estava pronto, se espalhou o boato em toda redondeza e foi marcado um dia para o evento da soltura do balão.
Foi grande a expectativa e ansiedade esperando o dia festivo.
No dia marcado, foi logo após uma novena do mês de maio, que era para juntar muita gente.
No final do terreiro de Luiz Bastião, onde hoje é casa do filho Luiz Antônio (Cafuzo), foi o local escolhido para o momento tão esperado.
Geraldo Miguel exigiu que fosse providenciado uma vara bem comprida e um barbante, que todos não entenderam para que seria.
Embebedou com querosene um rolo feito de saco de estopa, que seria o pavio,
Amarrou o barbante com o balão n aponta da vara e riscou o isqueiro. E o que demorou seis meses para ser feito, demorou menos de três segundos para se transformar em cinzas, para a decepção geral dos presentes.
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