Francisco do Rego Barros, (1802-1870) Conde da Boa Vista e sua sobrinha e esposa Maria Anna Francisca de Paula Cavalcanti de Albuquerque Maranhão (1816-1891), Condessa de Boa Vista.
Filho de uma das mais tradicionais famílias pernambucanas, Francisco do Rego Barros nasceu em 1802, no Engenho Trapiche. Aos quinze anos, em 1817, sentou praça como cadete no Regimento de Artilharia do Recife. E, em 1821, meteu-se no Movimento Constitucionalista, contra o governador português Luís do Rego, sendo por isso preso e enviado para Lisboa, onde passou dois anos, aferrolhado. Posto em liberdade, ele seguiu para a França e bacharelou-se em matemática pela Universidade de Paris.
De volta ao Brasil, ajudou a fundar o Partido Conservador, apelidado de “Saquarema”, tornando-se seu líder máximo em Pernambuco. E com apenas 35 anos, em 1837, foi nomeado presidente desta província, cargo que ocupou até 1844; ganhando, ainda, do imperador D. Pedro II, em 1841, o título de Barão da Boa Vista. Determinou ao engenheiro Firmino Herculano de Morais Âncora que construísse o atual Palácio das Princesas para se tornar a sede do governo provincial, talvez o seu maior projeto.
Nesse período, decidido a modernizar e higienizar a capital pernambucana, operou transformações materiais e culturais importantes para a província. A vida da cidade ganhou em animação e teve um progresso até então nunca vistos. Francisco do Rego Barros mandou buscar engenheiros franceses de renome, incentivou as artes e as ciências, levando o Recife ao conceito das grandes cidades modernas da época. Foram construídas estradas ligando a capital às áreas produtoras de açúcar do interior; a ponte pênsil de Caxangá, sobre o Rio Capibaribe; o Teatro de Santa Isabel; o edifício da Penitenciária Nova, depois chamada de Casa de Detenção do Recife, onde funciona hoje a Casa da Cultura; o Cemitério de Santo Amaro; o edifício da Alfândega; canais; estradas urbanas; um sistema de abastecimento de água potável para o Recife; reconstrução das pontes Santa Isabel, Maurício de Nassau e Boa Vista. Retornou ao Recife no início de 1870, onde morreu no dia 4 de outubro, na sua residência, situada no número 405 da rua da Aurora.
Mandou construir aterros para a expansão da cidade, sendo o mais importante deles o da Boa Vista, que partia da Rua da Aurora rumo à Várzea, chamada de Rua Formosa, continuada pelo Caminho Novo, que a partir de 1870 recebeu o nome de Avenida Conde da Boa Vista.
Casou-se, em 10 de fevereiro de 1833, na capela do Engenho Trapiche, com sua sobrinha Maria Ana (ou Mariana) Francisca de Paula Cavalcante de Albuquerque, com quem teve seis filhos: Anna do Rego Barros, Maria Anna da Conceição do Rego Barros [Condecinha],Francisco do Rego Barros,
Afonso do Rego Barros, José Joaquim do Rego Barros e Henrique do Rego Barros.
Por decreto de 18 de junho de 1841 foi agraciado com o título de barão, recebendo o título de barão com grandeza por decreto de 2 de dezembro de 1854. Promovido a visconde, com grandeza, em 12 de dezembro de 1858 e elevado a conde da Boa Vista, em 28 de agosto de 1860
Foi Bacharel em matemática, formado em Paris, Brigadeiro do Exército Brasileiro, e Comandante superior da Guarda Nacional. Cavaleiro da Ordem da Rosa e da Ordem de São Bento de Avis. Fidalgo da Casa Imperial. Veador de Sua Majestade Imperial. Grande do Império. Comendador da Real Ordem de Cristo de Portugal. Deputado à Assembleia Geral por Pernambuco [1830-50]. Presidente das províncias de Pernambuco [de 02-02-1838 a 03-04-1841 e de 07-12-1841 a 12-04-1844] e do Rio Grande do Sul [1865] e Senador do Império por Pernambuco [1850-70]
Fonte: Brazil Imperial (Facebook)
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