"Quando os Inconfidentes ainda se encontravam presos na Casa dos Contos de Ouro Preto, Cláudio Manuel da Costa, conhecedor de todos os seus segredos, amanheceu morto no cubículo que ocupaνa. Não se tem certeza até hoje se foi morto ou se se matou." Texto de Gustavo Barroso e Ilustração de Ivan Wasth Rodrigues. Historia do Brasil em quadrinho, 1959
Detido e, segundo alguns, apavorado com as consequências da acusação de réu de inconfidência mineira, Cláudio Manoel da Costa, advogado de prestígio e fazendeiro abastado foi interrogado uma vez só e morreu em circunstâncias obscuras, em Vila Rica, no dia 4 de julho de 1789.
Sua morte suscita polêmica há duzentos anos: para alguns, suicídio; para outros, assassinato, talvez por ordem do próprio visconde de Barbacena, governador de Minas Gerais, que, segundo os defensores da tese de assassinato, poderia ser implicado na conspiração pelo poeta e advogado.
José Pedro Machado Coelho Torres, juiz nomeado para a Devassa de 1789 em Minas Gerais, dele diz o seguinte: "O dr. Cláudio Manoel da Costa era o sujeito em casa de quem se tratou de algumas coisas respeitantes à sublevação, uma das quais foi a respeito da bandeira e algumas determinações do modo de se reger a República: o sócio vigário]da vila de S. José é quem declara nas perguntas formalmente"...(Anais da Biblioteca Nacional, 1º vol. pg. 384).
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