Junho vem do latim _Iunius_, dedicado à deusa romana Juno. Juno era protetora do casamento, da família e das mulheres. Por isso, junho ficou marcado como o mês das noivas e dos casamentos.
Sexto mês do ano, marca o solstício de inverno no hemisfério sul, 20 ou 21 de junho. É quando a noite é mais longa e o frio chega, mas aqui no Nordeste o calor é outro: o calor da fogueira, da sanfona e do povo na rua.
Aqui o mês tem cheiro de milho, som de sanfona, zabumba e triângulo e fogueiras nos terreiros e ruas. É o tempo dos santos e das festas que viraram patrimônio:
13 de junho - Santo Antônio: o casamenteiro. É trezena, simpatia, quadrilha armada e promessas pro santo.
Festa do Pau da Bandeira, Barbalha: tradição de mais de 100 anos. O pau é cortado na mata, carregado nos ombros do povo e fincado no mastro. Quando ele sobe, a cidade ferve. É fé, é força, é Cariri.
24 de junho - São João: o santo festeiro. É o xodó do Nordeste. Quadrilha, fogueira, milho assado, forró até o dia amanhecer. Campina Grande e Caruaru disputam o título, mas o Cariri sabe fazer o seu São João sem dever nada.
29 de junho - São Pedro: o guardião das chaves do céu e, dizem, das chuvas. Se chove no dia de São Pedro, é fartura pro resto do ano. Ele fecha o ciclo com chave de ouro.
Junho é isso. Mês de Juno, mês de união. Mês que o Nordeste veste chita, acende fogueira e afina a sanfona.
Aqui junho não passa. Junho acontece.
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