MEMÓRIA: SANTO DIAS DA SILVA


 No dia 30 de Outubro de 1979 foi assassinado Santo Dias Da Silva, morto pela polícia militar com um tiro pelas costas durante uma greve sindical em frente à fábrica Sylvania, no bairro Santo Amaro, na cidade de São Paulo. O operário integrou diversos grupos na luta pelos trabalhadores, Pastoral Operária, Comunidades de Base, foi representante na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), membro do Movimento do Custo de Vida e integrante do Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA-SP).

Uma testemunha do assassinato disse que os 50 operários que participavam do piquete não agiam com qualquer violência. Segundo o mesmo documento, o autor do disparo havia sido identificado. No Boletim, são referidas, as reações dos operários após o assassinato do militante, principalmente em função da resistência e demora da polícia em liberar o corpo de Santo Dias. Documentos do Arquivo Nacional revelam que o operário era monitorado pelos órgãos de repressão da ditadura. Seu nome é citado em inúmeros documentos produzidos pela ditadura, em que tratam das suas atividades políticas e da repercussão do seu falecimento. A condenação do policial militar, que efetuou o disparo, ocorreu na Justiça Militar. Em 7 de Abril de 1982, foi julgado e condenado a seis anos de reclusão, porém, houve recurso por parte do acusado, que foi aceito pelo Tribunal no mesmo ano, anulando a sentença.

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