Renato Russo faleceu em 11 de outubro de 1996, aos 36 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de complicações relacionadas à Aids.
Vocalista e principal compositor da Legião Urbana, deixou uma obra que atravessou gerações e transformou sentimentos, inquietações e questões sociais em canções que continuam presentes na vida de milhares de brasileiros.
Nascido Renato Manfredini Júnior, em 27 de março de 1960, no Rio de Janeiro, mudou-se ainda jovem para Brasília, onde começou a desenvolver seu interesse pela música. Antes de formar a Legião Urbana, integrou a banda Aborto Elétrico, experiência que contribuiu para o surgimento de algumas das composições que marcariam o rock brasileiro.
Em 1982, fundou a Legião Urbana ao lado de Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha. Com letras que falavam de amor, juventude, desigualdade, política e conflitos pessoais, o grupo conquistou enorme popularidade. Canções como Tempo Perdido, Pais e Filhos, Faroeste Caboclo, Eduardo e Mônica e Que País É Este tornaram-se parte da memória musical do país.
Além do trabalho com a banda, Renato também desenvolveu uma carreira solo, explorando outras sonoridades e gravando álbuns como The Stonewall Celebration Concert (1994) e Equilíbrio Distante (1995), este último dedicado à música italiana, de forte presença em sua história familiar.
Discreto em relação à vida pessoal, Renato tornou pública sua condição de pessoa vivendo com HIV em seus últimos anos. Sua morte, aos 36 anos, comoveu fãs e artistas e marcou profundamente a história do rock nacional.
Hoje, ao completar 30 anos de sua partida, recordamos Renato Russo por suas letras intensas, sua voz inconfundível e sua capacidade de traduzir em música sentimentos e perguntas que continuam atuais. Sua obra segue encontrando novos ouvintes e falando ao coração de diferentes gerações.
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