
Ai como é duro viver
Nos Estados do Nordeste
Quando o nosso Pai Celeste
não manda a nuvem chover.
É bem triste a gente ver
Findar o mês de janeiro
Depois findar fevereiro
E março também passar,
Sem o inverno começar
No Nordeste brasileiro.
Berra o gado impaciente
Reclamando o verde pasto,
Desfigurado e arrasto,
com o olhar de penitente,
O fazendeiro, descrente,
Um jeito não pode dar,
O sol ardente a queimar
E o vento forte soprando,
A gente fica pensando
Que o mundo vai se acabar.
Caminhando pelo espaço,
Como os trapos de um lençol,
P´ras bandas do por do sol,
As nuvens vão em fracasso:
Aqui e ali um pedaço
Vagando...sempre vagando
Quem estiver reparando
Faz logo a comparação
De umas pastas de algodão
Que o vento vai carregando.
PATATIVA DO ASSARÉ
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