As mudanças das quatro estações - Por Sestor Azimbara

Os ipês desabrocharam, as cigarras estão tímidas, mas algumas cantam, as mangueiras já estão mostrando sua produção, os vagalumes começaram a piscar na escuridão, as cajazeiras, floridas e frondosas, prometem muitos frutos e, na alma, floresce uma pontinha de esperança para 2017.
A Natureza tem seus ciclos muito bem definidos e, sistematicamente, muda a expressão da sua beleza, dando os contornos de cada estação.
Na floresta, percebe-se, com muita clareza, essas mudanças. Temos sim, as quatro estações.
E quanto a nós, humanos? Que mudanças nos ocorrem quando mudam as estações? Não sabemos. Aliás, o que sabemos é que não vemos as mudanças. E não vemos porque são sutis, mas porque prestamos muito pouca atenção em nós mesmos. Na verdade, olhamos muito para o que somos para o mundo, e não percebemos o que muda em nós, o que somos para nós mesmos.
Como seria o verão em nós? Nossa estrela interna brilha mais forte? E o outono? Botões de esperança se renovam, florescendo na alma, durante a primavera como renovação das forças para seguirmos em frente? E no inverno, nos recolhemos, aconchegados dentro de nós mesmos para o descanso da luta?
Temos a ilusão que estamos separados da natureza. Não. Somos natureza e o que acontece à ela repercute em nós. Por isso, acredito que mudamos quando as estações mudam. Falta-nos percebermos como se dão essas mudanças. Mas, tão entretidos com o mundo lá fora e suas ofertas para o consumo, não conseguimos perceber o que nos acontece em cada estação.
(Do Facebook)

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