UM NOVO CICLO PARA A HUMANIDADE - NILTON SCHULZ

Na astrologia, o ano novo não teve início no dia 1º de janeiro, e sim no dia 20 de março, quando o sol chega na casa de Áries, o marco zero no zodíaco. E o ano que virá, após o carnaval, promete ser de grandes transformações. É o que avaliam aqueles que estudam e creem na astrologia. Para estes, neste ano a humanidade entra numa nova era de mudanças, quando o sol é substituído pelo planeta Saturno como regente de seus destinos pelos próximos 36 anos (2017 até 2052).
Coincidência ou não, os ciclos astrológicos regidos por Saturno correspondem a grandes acontecimentos, como o nascimento de Cristo, a peste negra que devastou a Europa, a Independência dos Estados Unidos, a Revolução Francesa e o surgimento de Napoleão Bonaparte. O próximo período promete ser também de transformações intensas. Segundo o astrólogo Nilton Schultz, o que a humanidade e os brasileiros viram no último ano de 2016 são apenas a ponta do iceberg do que virá. “O sol colocou tudo para fora, Saturno vem para cobrar a conta”, avisa.
Em 2016 teve fim a regência do sol. De acordo com Nilton Schultz, o ciclo solar foi marcado pelo individualismo em grandes proporções e o foco no EU. “Sempre vemos que há uma busca por meus direitos, minhas ideias, minhas vontades. Há uma visão de mundo com o indivíduo no centro. Tanto que no auge desse ciclo que chega ao fim em 2016 vemos a busca pelas selfies, que vem do inglês self – próprio, que marcam a presença dos indivíduos nas fotos e reforça a ideia de um mundo egocêntrico”, anota. Com Saturno a tendência é outra, o individualismo dá lugar a cobranças coletivas, daí por que durante a regência deste planeta ocorrem grandes movimentos de transformação, explica.
De acordo com a tradição astrológica, o Ciclo do Sol corresponde ao período onde a humanidade deveria desenvolver o brilho, a alegria e a partilha de conhecimentos ou construir monopólios imensos de controle de poder e egoísmo puro. “E para onde a gente foi?”, pergunta.
Schultz cita como exemplo os Estados Unidos, cuja independência ocorreu em 1776, na última regência de Saturno. “O que os EUA fizeram para humanidade, bem ou mal? Partilharam conhecimento ou concentraram poder? Neste ciclo de Saturno, a serpente vai morder na própria calda, no caso dos americanos. Isto vai acontecer, inevitavelmente”, opina. Na sua visão, o primeiro indício das cobranças que virão para a sociedade norte-americana é a eleição de Donald Trump.
Ciclos
Para exemplificar a influência dos grandes ciclos astrológicos, Nilton Schultz observa os períodos anteriores à regência do sol, como o ciclo do planeta Marte, que foi de 1909 até 1945. “Marte é guerra, e o que houve neste período de 36 anos? A Primeira Guerra e a Segunda Guerra Mundial. E quando acabou a Segunda Guerra Mundial, perfeito como um relógio suíço? Acabou em 1945, quando teve início a nova regência, que foi o Ciclo da Lua, de 1945 até 1980. Lua é mãe, é a energia feminina e foi na sua regência que a humanidade teve o maior desenvolvimento econômico, social e um período de relativa paz e estabilidade e o homem teve o direito de conquistar o satélite da Terra”, observa.
De acordo com as tradições astrológicas, Saturno representa as questões relativas às estruturas, hierarquias, responsabilidade, seriedade, perseverança, concentração, esforço, estratégia, estruturação, competência, busca da estabilidade, durabilidade, compromisso, respeito às leis, estabelecimento de limites, interesses coletivos.
As palavras para o próximo período são: objetivos, meta, compromisso, disciplina e foco.
De acordo com Schultz, as previsões para 2017, o ano e ciclo de Saturno, podem trazer medo às pessoas. Isso porque tal planeta é bastante temido na simbologia astrológica. Ele está ligado às nossas responsabilidades para conosco e com a sociedade como um todo. Representa ainda as obrigações que temos na vida.
O ciclo de Saturno pode ser visto como insensível. Mas, de acordo com o astrólogo, tudo o que esse período sugere é um olhar mais atento à realidade. Implacável será apenas nas questões que fraquejamos e falhamos. Não há espaço para deixar o racionalismo de lado. A previsão para 2017 exige mais sabedoria e maturidade por parte das pessoas.
Positivo
Saturno, segundo Schultz, pode parecer assustador e sério, como um conselho de um idoso com tamanha experiência. Mas o ciclo de Saturno também tem previsões para 2017 bastante positivas. É uma boa fase para consolidar projetos. Com a racionalidade em alta, as pessoas terão a tendência em construir algo sólido para a vida.
“O tempo, paciência e perseverança, características clássicas de Saturno, serão aliados para extrairmos o melhor desse ciclo e fatores fundamentais para a maturação do que esperamos da vida”, frisa.
Brasil
Recapitulando um pouquinho, nesse período do sol, sem sombra de dúvidas vivemos tempos de centralidade e individualidade, foram tempos em que terapias de autoconhecimento explodiram em número e procura. O sol tem a ver com a criança e as terapias de apelo ao resgate da nossa criança interior foram bastante valorizadas.
Em termos mais políticos e sociais, o sol significa os líderes e os governantes, um aspecto simbólico do fim deste período foi a morte de Fidel Castro no último ano do ciclo do sol, no que diz respeito ao culto a um governante. Nessa esteira, a astrologia acredita que que nesse período muitos líderes carismáticos e populistas tiveram seu apogeu, o que, agora, com o fim do ciclo do sol, podemos também assistir às suas quedas.
O culto ao narcisismo e ao individualismo, que prevaleceu no ciclo do sol, irá aos poucos dando lugar a uma mentalidade de mais reserva, responsabilidade pelos atos praticados e maior autocrítica. O sol, como centro do sistema, representa mais exposição, porém sem tanto critério. É mais o aparecer pelo aparecer e não necessariamente por qualidades excepcionais.
Nestes 36 últimos anos várias pessoas que brilharam nesse período eram inconsistentes e de pouco valor moral, intelectual e artístico, mas que muito joio veio junto com o trigo isso é indiscutível. São aquelas pessoas que têm fama rapidamente, mas também caem no esquecimento em pouco tempo. Os astrólogos avaliam que este foi um período onde os falsos valores obtiveram seu lugar na ribalta e por isso pouco tempo duraram. Os tais quinze minutos de fama. Por outro lado os períodos simbolizados por Saturno, último período de Saturno, foram marcados pelo surgimento de grandes pensadores e avatares como o próprio Cristo, Da Vinci, Nicolau Copérnico, Maquiavel. Foram períodos de reconhecimento e valorização da ciência, como o Renascimento, o Iluminismo e também épocas de grandes revoluções e convulsões sociais como a peste negra.
Saturno significa as estruturas estabelecidas e sólidas e, por isso, os sistemas de governo. Já estamos percebendo isso acontecer, pois sempre um ciclo que está por vir já mostra seus sinais no final do ciclo anterior. No Brasil, por exemplo, o ciclo do sol trouxe à luz todo preconceito, ódio e revanchismo de uma elite política, econômica e jurídica contra a ascensão das camadas mais populares aos benefícios do Estado, como o acesso de negros, índios e pobres às universidade e bens de consumo, como carros, casas e viagens de avião. Não é coincidência o final deste ciclo ser marcado por escândalos de corrupção envolvendo todas as esferas de poder: Executivo, Legislativo, Judiciário.
Na avaliação de Nilton Schutz e de outros estudiosos da astrologia, o ano de 2017, que marca a ascensão de Saturno, será de novas revelações para os brasileiros. A assepsia que o sol fez, revelando tudo, irá tornar possível as transformações que Saturno, regente rigoroso, irá cobrar dos indivíduos e da sociedade. Quem acha que já viu tudo que tinha para ver, se prepare que os próximos capítulos da vida brasileira serão ainda mais quentes.

Nilton Schütz

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