José Rangel e a Virgem da Serra - Pedrinho Sanharol





 José Rangel e a Virgem da Serra - Pedrinho Sanharol.

Não nos propomos a fazer mero registro necrológico. Propomo-nos, sobretudo, prestar uma homenagem póstuma aquele que, em vida, foi um dos grandes amigos do Crato.
O escultor José Rangel, falecido, num leito de hospital, no estado da Guanabara, acometido de pertinaz moléstia, que desafiou a todos os recursos da ciência médica.
Autor de muitas obras importantes, professor da Escola Nacional de Belas Artes, deixou no Crato, em plena Serra do Araripe, o seu derradeiro trabalho escultural.
Em aqui chegando, propôs construir e doar ao município, que segundo suas próprias palavras, era seu, pelo coração, um monumento a Nossa Senhora de Fátima.
Naquele ano, doente e castigado pela idade, iniciou o seu trabalho, concluindo e inaugurando-o, em memorável festa cívico religiosa, numa tarde de indescritível beleza, em 21 de Junho de 1968, dia do município do Crato.
Foi celebrante do solene ato litúrgico o Monsenhor Rubens Lóssio por indicação do próprio autor da obra, de quem era muito amigo o oficiante.
Muitas autoridades estiveram ali presentes, inclusive o prefeito Humberto Macário que ajudou materialmente na construção do monumento.
No momento José Rangel não pode falar, estava radiante de entusiasmo e visivelmente emocionado. Outro falou por ele, agradecendo e entregando o seu artístico trabalho ao Crato.
Foi sua derradeira obra, regressou ao Recife, e, posteriormente ao Rio de Janeiro, onde passou seus últimos dias de existência.
Morreu José Rangel, mas as suas obras ficaram imperecíveis, na admiração de todos que o conheceram e o aplaudiram.

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