O rei viking que cavalgou até Roma


 O rei viking que cavalgou até Roma

Na primavera de 1027dC, muito antes de existirem mochilas e passes de trem, o rei Canuto, o Grande, soberano da Inglaterra, Dinamarca e Noruega, montou seu cavalo e iniciou uma jornada épica pela Europa.
Seu destino? Roma.
Mas não se tratava de uma conquista. Era uma peregrinação.
Ao longo de 6 a 10 semanas, Canuto viajou a cavalo, cruzando rios, planícies lamacentas e até os Alpes cobertos de neve, liderando sua comitiva real pela antiga Via Francigena.
O que antes fora um senhor da guerra viking agora era um rei cristão, determinado a provar seu lugar entre os grandes monarcas da Europa, não pela espada, mas pela fé e diplomacia.
Ele chegou a tempo da coroação do imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Conrado II, um evento crucial que reuniu governantes e clérigos de todo o continente.
Canuto não apenas compareceu, ele negociou.
Reuniu-se com o Papa (João XIX), garantiu melhor proteção e isenção de pedágios para os peregrinos ingleses e se posicionou como um líder piedoso, poderoso e politicamente hábil da cristandade.
Um rei viking em Roma.
Não saqueando, reinando.
De guerreiro a peregrino, de conquistador a rei, do saque à piedade.

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