O ASSASSINATO DO PAI DE JÂNIO QUADROS NA MOOCA

 


O ASSASSINATO DO PAI DE JÂNIO QUADROS NA MOOCA

Em 18 de maio de 1957, a Mooca foi palco de um crime que teve grande repercussão em São Paulo: o assassinato do deputado estadual Gabriel Quadros, pai do então governador paulista Jânio Quadros.
O crime foi o desfecho de uma complicada história envolvendo política, paixão, ciúme e uma disputa pela paternidade de dois meninos gêmeos. Gabriel mantinha um relacionamento com Francisca Flores, a Nena, mulher do feirante José Guerreiro. Quando ela engravidou, afirmou que os filhos eram de Gabriel, enquanto Guerreiro dizia ser o pai.
A disputa entre os dois já havia chegado aos jornais e até provocado confrontos físicos. Em 1957, os meninos estavam com Guerreiro, que morava nos fundos de um sobrado na Travessa Nelson Atallah, na Mooca.
Na manhã daquele sábado, Gabriel foi ao local acompanhado de alguns homens, com a intenção de retirar as crianças. Houve uma luta corporal com Guerreiro. Durante o confronto, o feirante conseguiu tomar o revólver de Gabriel e efetuou disparos que provocaram sua morte.
O caso ganhou enorme repercussão por envolver o pai do governador de São Paulo. Jânio Quadros determinou a abertura de um inquérito, mas, durante o enterro do pai, declarou acreditar que Guerreiro havia agido em legítima defesa da honra. Guerreiro foi preso preventivamente, respondeu ao processo e, posteriormente, obteve liberdade sem ser levado a júri.
O episódio transformou uma pequena travessa da Mooca em cenário de um dos mais rumorosos casos policiais e políticos de São Paulo nos anos 1950 — uma história que, com o passar do tempo, acabou praticamente esquecida.
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foto 1: Gabriel e Guerreiro se enfrentam em rua do centro da cidade
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foto 2: Velório de Gabriel Quadros
Portal da Mooca (Facebook)

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