Enem 2026 entra na reta final e IA pode ajudar na revisão para as provas - Marizane Piergentile

 


Enem 2026 entra na reta final e IA pode ajudar na revisão para as provas

Marizane Piergentile, da Rede Adventista do Vale do Paraíba, explica como usar a tecnologia para estudar e identificar dificuldades sem substituir o aprendizado escolar

Na reta final da preparação para o Enem 2026, a inteligência artificial pode ajudar o estudante a organizar a revisão e aproveitar melhor o tempo até as provas. As ferramentas permitem criar questões, esclarecer dúvidas e retomar conteúdos de acordo com as dificuldades de cada candidato. O resultado, porém, depende da capacidade de formular comandos, interpretar as respostas e conferir as informações apresentadas.

“Nesta fase, o estudante precisa reconhecer quais conteúdos ainda exigem atenção e organizar a revisão a partir disso. Ele pode informar à ferramenta os assuntos em que teve mais dificuldade e o tempo disponível para estudar. Assim, consegue estruturar uma rotina mais adequada às próprias necessidades”, explica Marizane Piergentile, diretora da Rede Adventista do Vale do Paraíba.

Erros cometidos em simulados e questões de edições anteriores podem servir como ponto de partida para solicitar novas explicações e exercícios. Resumos e anotações também podem ser transformados em perguntas ou cartões de revisão. Para avaliar as respostas recebidas, no entanto, o estudante precisa compreender o conteúdo e identificar possíveis inconsistências.

Segundo Marizane, essa análise crítica é construída ao longo da formação escolar. No Enem, o candidato precisa interpretar enunciados, relacionar informações e construir argumentos. “A IA pode facilitar a organização, mas o estudante precisa saber questionar e reconhecer quando uma resposta não faz sentido. Esse repertório é desenvolvido por meio da leitura, das discussões em sala de aula, da resolução de problemas e da mediação do professor”, afirma.

Na redação, a orientação é usar a ferramenta para analisar aspectos como estrutura, clareza, argumentação e conexão entre os parágrafos, e não para produzir o texto no lugar do candidato. “A IA pode apontar onde um argumento precisa ser desenvolvido ou fazer perguntas que levem o aluno a aprimorar a própria resposta. Esse uso mantém o estudante responsável pela construção do texto”, acrescenta.

O uso consciente da tecnologia também é trabalhado na eletiva “Inteligência Artificial na Prática”, oferecida pela Rede Adventista. A disciplina aborda possibilidades de aplicação da IA nos estudos e na produção de conhecimento, além de temas como ética, plágio, privacidade, direitos autorais, vieses e verificação de informações.

“A escola tem um papel ainda mais importante diante do avanço dessas ferramentas. Não se trata apenas de ensinar o aluno a usar a IA, mas de ajudá-lo a compreender seus limites, avaliar as respostas e tomar decisões conscientes. Quando utilizada com sabedoria, ela complementa o processo educacional; não substitui o conhecimento, a interpretação nem a relação entre professor e estudante”, destaca a diretora.

Marizane também alerta que a inteligência artificial pode apresentar dados imprecisos e referências inexistentes. Por isso, fórmulas, datas, conceitos e orientações sobre o exame devem ser conferidos em materiais didáticos e fontes oficiais. Na reta final, a tecnologia pode ampliar as oportunidades de praticar e revisar, desde que seja utilizada como apoio ao conhecimento construído pelo aluno.

 

Sobre o Adventista - A Rede Adventista de Educação integra um dos maiores sistemas privados de ensino do mundo, presente em mais de 100 países e formado por milhares de instituições educacionais. No Brasil, a rede reúne centenas de unidades e oferece ensino desde a educação infantil até o superior, com uma proposta pedagógica voltada à formação integral do estudante. O modelo segue a educação confessional, que integra excelência acadêmica à formação baseada em valores.

Tecnologia educacional, desenvolvimento socioemocional e atividades culturais, esportivas e comunitárias fazem parte da rotina com o objetivo de estimular autonomia, pensamento crítico e convivência cidadã no ambiente escolar.

No estado de São Paulo, as unidades são organizadas por regionais administrativas, que acompanham a aplicação do sistema pedagógico e garantem a qualidade acadêmica. No Vale do Paraíba, a rede é coordenada pela Associação Paulista do Vale (APV), que gerencia nove escolas nas cidades de Lorena, Taubaté, São José dos Campos, Jacareí, Guarulhos (duas unidades), Caraguatatuba, Bragança Paulista e Mogi das Cruzes. A décima unidade da regional está em processo de implantação em Atibaia e tem previsão de funcionamento para 2027. 

Comentários

AO ACESSAR ESTE BLOG VOCÊ TENHA O PRAZER DE SE DEPARAR COM AS COISAS BOAS DA NOSSA TERRA! OBRIGADO E VOLTE SEMPRE!